domingo, 20 de março de 2011

Saint Patrick's Festival

17 de março é dia de São Patrick, o padroeiro da Irlanda. Dizem que ele expulsou o mal, que era representado pelas serpentes, do país. De fato, na Irlanda não existem cobras. Os humoristas dizem que Saint Patrick fez seu trabalho tão bem feito que nem fósseis de cobras se encontram na ilha.
Ele teria nascido em Wales, País de Gales, e teria sido sequestrado por piratas Vikings ainda criança. Foi trazido para a Irlanda e trabalhou como escravo até a adolescência, quando fugiu dos piratas e se refugiou em um mosteiro. Lá foi ordenado sacerdote e passou a viajar pela ilha disseminando o Cristianismo. É associado ao trevo de três folhas (shamrock) porque utilizava a planta, comum na Irlanda, para explicar ao povo a Trindade Cristã (o Pai, o Filho e o Espírito Santo) que, assim como o trevo, são 3 e são ao mesmo tempo um só.
A semana em que cai o Saint Patrick Day é toda de celebrações, apesar de o feriado ser apenas dia 17, quando acontece a Parada, que passa pelas ruas O'Connel e Dame St e termina em frente à Catedral que leva o nome do Santo. Como eu moro super perto, cheguei cedo e assisti ao desfile em frente à Catedral, no melhor lugar! Foi uma semana super folgada, já que não tive aula.
A festa começou na quarta, dia 16, no parque Stephens Green, com apresentação de bailarinos ensinando as danças irlandesas e pessoas de pernas de pau e vestidos de faunos e outras criaturas mitológicas. Domingo a celebração encerrou com uma maratona de 5 Km (que eu tava pronta pra correr, mas tinha inscrição de € 15, daí não rolou) e atrações no parque Merrion Square durante toda a tarde. Ao longo da semana a cidade ficou lotada de turistas e foi comum ver pessoas usando chapéus verdes de Leprechaum, enfeitados de barba ruiva e trevos. A cidade ficou toda decorada com a bandeira do país e muitos trevos.
Teve gente que aproveitou a Parada para divulgar o seu filme...




Merrion Square domingo à tarde

Bandeiras dos desejos. Com etiquetas para as pessoas escreverem sonhos e pedidos a serem levados pelo vento. Apesar de católica, a Irlanda é cheia de crendices pagãs


quarta-feira, 2 de março de 2011

Valentine's Day + símbolos de Dublin + Leprechaun Museum

Saint Valentine

14 de fevereiro foi Valentine's Day, o dia em que o hemisfério norte comemora dia dos namorados, troca de presentes entre amigos e, claro, o dia do Santo esse aí.
Pois o Valentine, que nasceu na Itália, está enterrado aqui em Dublin. A minha turma visitou a Igreja em que estão seus restos mortais, a Our Lady of Dublin, que eu havia visitado há poucos dias com os meus flatmates. Super bonita. Enquanto a Nina rezava, o Vinícius e eu fazíamos fotos. Mas naquele dia não vimos a sinalização para o altar de Saint Valentine.
Segundo meu professor, em uma das muitas guerras pelas quais passou a Europa, a Igreja Católica proibiu casamentos de guerreiros na iminência de ir para o campo de batalha porque era grande a probabilidade de que as jovens esposas ficassem viúvas desamparadas e acabassem precisando de “ajuda” da Igreja. Mas Valentine teria desobedecido a ordem e casado todos os jovens apaixonados que recorreram a ele. Isso teria provocado seu rompimento com Roma e a vinda para a Irlanda, onde faleceu. Não sei se a história procede, mas é bonitinha.
Essa Igreja fica bem no centro de Dublin, na George Street. rua, aliás, em que fica também o meu emprego (\o/). É um outro restaurante indiano, só que dessa vez grande e chique. Vou acabar me especializando em comida indiana e abrindo um restaurante em Santa Maria. E o meu teste foi também dia 14.


Os Três Castelos – o símbolo de Dublin

Os Três Castelos têm sido símbolo de Dublin desde a Idade Média (1538). Os guardiões e sentinelas no alto das torres foram substituídos por chamas, que simbolizam o entusiasmo dos cidadãos em defender da cidade. Abaixo do brasão com o símbolo lê-se o lema em latim, “Obedientia Civium Urbis Felicitas”, que pode ser traduzido por “Feliz da cidade em que os cidadãos obedecem”. A logo atual foi adotada em abril de 2002 para marcar a mudança do nome da autoridade civil de Dublin Corporation para Dublin City Council. Os Três Castelos, assim como a harpa e outros símbolos da Irlanda, continuam sendo usados ainda hoje como sinal de respeito ao passado e de esperança no futuro.


National Leprechaun Museum

Ganhei ingresso para o Leprechaum Museum da Juliana (\o/). Queria ir desde que cheguei, pra saber mais dessa parte mítica da Irlanda. O ingresso custa € 10 e achei que não vale tudo isso... é um lugar super bonitinho, pensado principalmente para crianças, com jogos de luz e sombra e uma sala com móveis grandes para que a gente se sinta dimensionado como um Leprechaun, que são como duendes, entes da natureza, seres típicos aqui da Irlanda. São poucas salas e um guia fica contando histórias da mitologia irlandesa. Só não vá ao Museu pensando em ver algum Leprechaun. Não há nenhum exemplar... Apesar de não ser bem o que eu esperava, adorei o presente da Ju e acho que quem vem morar um tempo aqui tem que ir, tem que visitar todos os museus e saber o máximo da história local mesmo.

Perdeu um guarda-chuva ou uma caneta Bic? Pode ter sido uma travessura de Leprechaun. Daí eles trazem tudo pro universo dos guarda-chuvas perdidos...

Não foi difícil eu me sentir pequena num ambiente. Difícil foi subir nos móveis...


domingo, 9 de janeiro de 2011

Panfletagem em D7

Enquanto não arrumo um emprego rentável, vou fazendo "bicos" no Green Chilli e agora também panfletando para o Green Chilli. Devo ter andado já todo o bairro de Dublin 7 em 6 dias de panfletagem, largando folderes primeiro com o Marcos, depois com o Dario e agora com a Juliana.
Faltou dizer no vídeo que hoje é domingo e panfletamos desde logo cedo.
Uns 5 minutos depois de gravar esse vídeo, um irlandês literalmente largou um cachorro imenso em cima da gente. Quando ele tava a 5 segundos de abocanhar a Juliana, o dono chamou de volta. Momentos tensos na vida das panfleteiras! Só mais um episódio da série "irlandês não tem coração".


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Londres

Fui passar 3 dias em Londres com o pessoal da Egali. Foi ótimo porque, se precisar voltar antes do previsto, já vi neve e conheci os pontos principais de Londres.
Fomos de Ryanair, uma companhia que faz umas promoções e não oferece muito conforto. Em viagens curtas, pelo menos, só é permitido levar bagagem de mão e os líquidos, que não podem ultrapassar 100ml por pote, devem estar dentro de um saco transparente e fechado. Esses saquinhos são vendidos no aeroporto, dois por €1. Saímos domingo, dia 12, de madrugada e chegamos no aeroporto de Gateway. De lá para Londres foram 1h e meia de ônibus. Quando chegamos ainda precisamos caminhar um monte, mais de hora, até chegar no Hostel London Eye. Mas isso porque nos perdemos, não que fosse tão longe...
Nós éramos 9 e, por opção do grupo, fizemos o pacote “Londres para pobres”. Usamos metrô somente no primeiro dia e caminhamos muuuito. O que é bom, porque acabamos conhecendo pontos legais da cidade. No primeiro dia fomos no Museu Madame Tassaud e eu desisti de entrar depois de já ter pago o ingresso. Vendi pra Juliana e fui dar umas voltas ali por perto enquanto o pessoal fazia fotos com famosos de cera. Preferi comprar o pacote London Eye/ River Cruise, porque eles oferecem esses pacotes com duas ou três atrações por preço mais acessível. Depois passamos pela Picadilly Circus, ponto de encontro de algumas avenidas importantes, e fomos conhecer a Trafalgar Square, praça em frente à National Gallery, onde tem obras do Picasso, Monet, Michelangelo e outros famosos.
Hostel é um alojamento de diárias baratas e também pouco conforto. Nosso quarto tinha 12 camas, 4 beliches de 3 andares. Ficamos nós todos, uma espanhola que dormia de calça jeans e duas camas vazias. Mas o mais estranho é que é só um banheiro por andar, e são outros 4 quartos como o nosso no andar. Tinha dois chuveiros, mas rolou uma fila básica. O legal dos Hostel é que quase sempre têm cozinha e cozinhar nossa própria comida ajuda a economizar. Na primeira noite o Marcos e o Gustavo fizeram massa com molho de tomate. Simples e gostoso.
No segundo dia passamos pelos cenários típicos de Londres, pra fazer aquelas fotos que todo mundo que já visitou a cidade têm, mas que não dá para sair de lá sem fazer. Com cabine telefônica vermelha, com o Parlamento e Big Ben ao fundo, Tower Bridge e London Eye iluminada.
Não é o Carandiru. É o nosso quarto no Hostel

City Hall - o prédio da Prefeitura

O legal de entrar na cápsula da London Eye é que ela não pára... Vai devagar, mas não pára.

Uns dizem que a Realeza Britânica oferecia festas nas torres da Tower Bridge. Outros que elas eram usadas como celas para prisioneiros perigosos

Picadilly Circus

Saint Paul, onde a Princesa Diana casou. E o Príncipe Charles também, por consequência
Shakespeare Globe

Southwark Cathedral


Trafalgar Square

Westminster Abbey

O esquilo é foto do Marcos Silveira